Sunday, March 05, 2006

Sera possivel amar tanto alguem a ponto de nao conseguir respirar? Ai Kai, aqui estou eu, em mais uma madrugada sem conseguir respirar, por querer fugir de onde estou. E penso que eu crio mnha propria armadilha... Hj eu falei pro homem que sem ele meu mundo nao fazia sentido, que ele era como o ar que eu respiro, e que sem ele eu era como um fantasma... e dizer tudo isso foi como morrer um pouco. Eu desconectei meio que abruptamente, e agora vim para o computador com uma ponta de esperanca de que ele havia me escrito um e-mail, mas nao... eu quero alguem que luta por mim Kai,... eu quero alguem que nao somente diga que daria a vida por mim, eu quero alguem que morra por mim, entende? e eu sinto que sou a maior mentirosa da face da terra... eu minto para o meu marido, para a minha familia, ate para o meu terapeuta,q ue coitado, ainda esta fazendo um esforco em salvar meu casamento, quando esse ja morreu antes mesmo de eu ter ido para a terapia. Acho que eu cheguei no ponto alem do que tive com meu primeiro amor. te juro kai, se o homem me deixa eu nao sei o que fazer. acho que morro. tudo desandou essa semana, ate meu irmao, que eu achava que era meu inseparavel escudeiro me deu o fora. aqui vou eu, como Dom Quixote lutando contra moinhos de vento, em minha cabeca pensando que sou um heroi lutando contra gigantes e nao passo de uma pobre lunatica.

Wednesday, February 01, 2006

Eu tenho problemas. Não somente os que imaginava ter antes, mas mais do que estes. Descobri que meu medo de entregar-me, apegar-me, prender-me à alguém é tão gigante, que continuo neste contínuo ciclo de traições, conquista após conquista após conquista... Entre o atual e o homem, eu deveria estar mais do que cançada e de tempo tomado, mas acreditas que arrumei tempo para descolar o outro na faculdade?! Graças à Deus, as coisas ainda estão no primeiro ato, e nada aconteceu, a não ser um telefonema bem inocente onde o assunto rolou um pouco acerca da matéria estudada, então eu ainda tenho uma chance de sair desta viva e não chamuscada pelas labaredas do inferno, porque é lá que estarei... naquela mesa do canto, entre intermináveis bailes, triste e chorosa pela tentação que é o diabo que não me quer, para sempre. Amanhã sem mais postergação irei ao terapeuta da faculdade. Acredito que o meu problema não é o de trair o atual, mas ao homem, que amo mais do que a própria vida, que me preenche todos os buracos, todos os anseios líricos, que me deixa chama-lo de paizinho para também acalmar minhas ansias Edipianas. Sou louca kai.

Friday, September 23, 2005

Parece que eu tenho esse poder mágico de fazer com que meus eleitos tenham essa sede de trancar-me em casa e não deixar-me sair. Por mais que eles tentem ser cool à respeito de minhas saídas sempre termina que eles me olham depois que se alguém tivesse morrido.
O Homem por mais que tenha tentado levar numa boa o fato de eu ter saido com minhas amigas ontem não conseguiu esconder uma certa tristeza no rosto essa manhã. É essa tal preocupaçãp comigo, que eu penso no fundo é apenas uma maneira mais doce de explicar a posse.
Eu dou à eles meu amor, minha devoção, mas não parece suficiente, eles querem trancar-me em casa, até eu disaparecer e um dia cansam-se de mim...
Por sinal, maior do que esse pequeno disparate de amantes, foi saber que meu primeiro marido passou 1 semana com um amigo no Brasil. Foram as primeiras notícias que tive dele em 2 anos. Fico imaginando que notícias teve ele de mim. Já que o amigo sabe que eu casei novamente e com certeza devem ter falado de mim, e/ou a respeito.
Não vou negar que fui completamente indiferente à notícia, que não me pareceu absurda a idéia de ele existir, não em minha imaginação e lembranças, mas real, paupável.

Wednesday, September 21, 2005

Nada

Fico a imaginar e a contar os dias somente para lembrar-me que o tempo nao pára. Voltei do Brasil e minha vida voltou rapidamente á sua rotina original como se nunca tivesse partido. Os trinta anos aproximam-se e eu continuo tão viciada em estar apaixonada como quando tinha treze anos.
Vim do Brasil com a mala cheia de certezas e revelções que foram extraviadas e até agora não as encontrei. O bom disso tudo é minha decisão de finalmente formar-me. Meus egos tentam encontrar uma forma passiva de coabitação: o que eu sou com o que eu quero ser, misturando-se no que eu represento.
Trouxe diários de tempos passados, para lê-los, analizá-los e depois rasgar-los. O ontem e o hoje são dois tempos diferentes, no entanto coexistem em mundos paralelos, eu ontem, eu hoje, no entanto, ainda eu. Penso que nada pode mudar isso, a eterna insatisfação do meu ser, talvez isso me tornaria ordinária, e eu não quero ser ordinária. O mundo se revela em camadas para mim, e o hoje e o ontem misturam-se num clarão de sentimentos sem fim.

Thursday, September 15, 2005

Da Existencia

A existencia e assim, as vezes, monotona, pacta, morna... algumas vezes, no entanto, o mix de sentimentos, temperamentos, acontecimentos manifesta-se, para lembrar-te que estas vivo.
A minha tormenta nada mais e do que o reflexo da minha conta bancaria, do meu ciclo mentrual e dos orgamos semanais. Se a conta bancaria esta "gorda" nada ha a preocupar-me na cabeca, consequentemente os orgamos acontecem e a TPM nao perturba. mas se a conta bancaria esta vazia, entao os orgamos sao secundarios e a TPM vira comportamento homicida.

Wednesday, August 17, 2005

The Bossa Nova

I listen to Bossa Nova, read the news about the murder of Jean Carlos de Menezes, drink a beer, and cry...asking myself why the world seems so wacky. While I went to Lounge bars, heard and sang Bossa Nova at the beach with friends, went to student rallies with friends for fun, to flirt, and for the believe I was fighting for a better tomorrow, people were killing themselves over power or over a bowl of rice, kids were dying of hunger, parents were stealing out of despair... While I was falling in love with boys, and crying over broken hearts, girls were being stolen from their homes and sold into prostitution.
In all these years I dreamed about a better tomorrow, I never saw myself falling into hopelessness, into the desire for alienation, for ignorance.
I miss the innocence of yesterday; I miss the passionate talks about politics, love, football, and carnaval. I miss Machado de Assis, I miss the romantic poetry and literature of my people. But then I ask: who are my people? If not only everybody in the world I live in? Aren’t we all the same? If we cut our bodies open, don't we all carry a heart that beats red? Don't we all have dreams? Have had our hearts broken? Cried hidden in the bathroom?
I guess the tears I now shed are a good sign, a sign that I am still alive and that I still believe. Still believe the world is made out of people and not out of things. Still believe the main sentiment that goes around is love and not hatred...

Sunday, August 07, 2005

Eu não aprendi. Passa-se alguns meses e eu me canso da rotina e lá estou eu fazendo besteira novamente. Dessa vez, no mais absoluto sigilo...quase. Quando foi que eu despiroquei? quando foi que eu deixei de ser uma menina boa, para virar uma (por assim dizer) perdida?
A vida está ótima, obrigada. O sexo é maravilhoso, coisa de louco, tipo "Your body is a wonderland" com direito a entrada gratuita... a vida de pecado é sempre melhor...